Musicas

sábado, 28 de junho de 2014

Amizade...

Pssst estou aqui...
Aqui olha para mim, não quero nada de ti apenas o aconchego do teu olhar e um leve suspiro a ternura, nunca te abandonei estive sempre aqui, fui a tua sombra, quando a tua cabeça fervilhava com os teus problemas, fui o teu sol quando tremias com medo de avançar, fui o teu rio que te levou rumo às tuas conquistas, sou aquilo que sempre quis ser a tua manta de amizade!!!
Olha para mim, deixa os meus olhos serem o farol que te guia nas tuas tormentas, sente o meu calor e adormece nos meus braços.
Não saio daqui, podes partir e voltar e aqui estarei à tua espera, aqui te receberei de braços abertos. Serei o que sempre quiseste que eu fosse, mas nunca tiveste coragem de dizer, mas...o que te leva é o que te devia de fazer voltar.
Hoje chove ao longe oiço as gaivotas, as ondas do mar de braços abertos a receber cada gota que cai rumo ao desconhecido. E tu que pendes e não cais, apenas pelo medo de seres amparado, e voltares a ser aquele a quem eu prometi tudo, a quem prometi ser, aquilo que nunca estarás pronto para receber, uma amizade eterna...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Esperança...

Acordar, viver, sentir, polir o nosso dia à dia como se de uma esmeralda se tratasse. O seu verde guia-nos, num mar de sentimentos de revolta, de mágoa, de fim de linha.
Uma linha frágil que nos separa de tudo o que queremos, a batida nos nossos corações acompanha a nossa respiração, não sabemos quando eles se voltam a cruzar, ou simplesmente se voltam.
 Hoje acordei num hotel de cinco estrelas, por baixo um rio repleto de folhas de plátano, nas traseiras um lindo jardim, coberto por uma longa aba de mil cores. No meu pensamento estavam todos aqueles mendigos, que dormem no chão, nas suas caixas de papelão. Como será o seu acordar, como serão os seus sonhos, se é que têm sonhos, desejos todos temos, independentemente da nossa classe social, do local onde dormimos, do local onde acordamos.
Eu viajo pelo mundo, um mundo que é meu, com as minhas alegrias e os meus desejos!!!
Quero tudo, pois para mim o que tenho não me chega, mas depois penso nos homens e mulheres de papelão, e choro, choro lágrimas de sangue, pois elas não vêm dos meus olhos mas sim do meu coração.
Quando acordo junto do mar vermelho, penso que sou rico, penso que sou eu, ou o que fui... a esperança nunca me abandonou, mesmo dormindo no banco de um jardim!!!!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Amor...

Amor...
Porquê eu??? Porquê nós???
Quando te conheci até tinhas dificuldade em dizer o meu nome, chamavas-me flor, princesa, doce... e agora, que se passa???
Será que eu mudei assim tanto, para deixar de ser, tudo o que tu vias em mim???
Será que o sabor dos meus lábios, que tu dizias, serem doces como chocolate, perderam o sabor???
Quando choravas a agradecer a família que juntos tínhamos construído, quando olhavas com delicadeza, e pegavas com carinho nos nossos bebés, as noites em que juntos sonhávamos saltitar de estrela em estrela. As nossas longas noites de cinema, o jardim bem perto da nossa casa, no qual partilhámos tantos segredos, os nossos passeios no lago, em que eu teimava em adormecer nos teus braços, encantada pelo brilho da lua.
Será que machuquei o teu coração, ao ponto de ele se transformar em pedra, será que não fui artesã suficiente para moldar o barro, que fiz eu??? Será culpa dos meus temperos, terei eu abusado do sal, e retirado o doce que habitava em ti???
Eu aceito tudo, não vás, eu sei que fui eu a causadora de tanto mal, eu sei que sou a pedra no teu sapato, que te impede de caminhar, fica comigo, eu sei que não fizeste por mal, eu sei que me amas, eu sei, amanhã é um novo dia, vamos acordar e ser nós novamente.
Amor???
Não fiques assim, eu sei que a culpa não é tua, fui eu que caí...
Não estejas triste, amanhã já não se nota...
Sim eu sei que sou tudo para ti, e que apenas me querias agarrar...
Fui eu...
Fui eu...
Não vás, eu sei que continuo a ser a tua flor, apenas tenho menos algumas pétalas...
Não estou a respirar, não estou a respirar...
Amor...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Noite...

Ausência de luz, calor, ruído, um turbilhão de pensamentos de sonhos. O início e o fim, da saída de uma redoma de vidro, em busca de uma energia que não pode ser vivida. A partida da fase terrena, para um espaço neutro nosso, e de todos.
Calor, gritos, gemidos, o realizar de uma aventura pensada ao longo de um dia, que teimava em não acabar!!!
O encontro de dois corpos, presentes e ausentes em pensamentos loucos, que a imaginação liberta, e os braços, as pernas, os cabelos, a língua...teimam em agarrar. Um afogar em suor, em lágrimas de prazer, suspiros, segredos que nunca podem ser revelados, loucura, controlada pelo olhar fixo que não a deixa passar da primeira para a segunda fase!!!! Mistura de jogos, de brincadeiras, mais ou menos obscuras, aromas, que fazem a pele ganhar uma textura rugosa, mais gritos, menos gritos, segredos, suspiros, uma névoa de fumo que envolve um espaço apertado, grande demais para o que é ocupado, a noite, teima em acabar quando ambos teimam em que ela dure, a noite, a noite...

domingo, 8 de junho de 2014

Viagem...

Estava frio as folhas faziam um bailado ritmado à minha frente, eu descalço caminhava sem destino, apenas com um sentido, o de não voltar. Os pássaros brincavam com uma pequena semente de girassol, as flores acordavam para mais um dia, embelezando os canteiros com uma variedade imensa de cores, um cão brincava com o seu dono e uma pequena bola de trapos. Eu não sentia o frio pois por dentro já estava gelado, a magoa de partir, tinha abafado as últimas labaredas que habitavam dentro de mim, com os cabelos ainda emaranhados de uma noite mal dormida. Sentia o meu coração a tentar acertar uma batida que já era incerta há muito tempo, as minhas veias secavam lentamente, como secara o riacho do fundo da rua, tinha um olhar distante, e sem o brilho que reinara antes.
Amigos...onde estavam eles???? Talvez no local para onde eu vou, se fosse um elefante agora caminhava para o vale da morte. Pode parecer triste, mas nunca desejei ser o ultimo, nunca pedi esse castigo a ninguém, uma menina com um vestidinho cor de rosa sorriu, o sol apareceu, a caminhada parecia mais fácil, mas não, era aquela caminhada, a da despedida.
Queria passar em todos os locais que me roubaram sorrisos, onde troquei abraços, onde recebi carinhos.
As minhas rugas, escondiam anos de histórias de vivências, em cada uma delas estava um amigo, que o meu corpo gélido, teimava em aquecer. Mas como pode alguém aquecer outro, quando ele próprio já não tem chama...
Já não sentia as pedras espalhadas no chão, os vidros do candeeiro, nada. Como posso eu estar tão despojado de sentimentos, como posso eu ficar, se tudo o que tinha já partiu...

Refém de mim...

Sinto-me um pouco perdida, os sentimentos atropelam-se dentro de mim. A vida seca como um rio, os sonhos vão passando, como uma leve brisa, eu, estou aqui a pensar onde hei-de estar, não sei se estou mesmo a pensar ou a sonhar que penso.
Não é fácil desmultiplicar o que não é multiplicável, não é fácil fazer equações quando não temos elementos para lá colocar.
Apenas sei que esta vida não é a que quero viver, amo quem me rodeia mais que a mim própria, alimento-me para preencher o vazio que existe dentro de mim. Dou por mim a pensar no significado da palavra vazio, e vejo que estou rodeada de vida que não vivo, de sonhos que anseiam ser vividos comigo.
Roubo tempo ao tempo mas, o tempo não para, e faz com que não aproveite, as pequenas brechas de alegria que ele me dá.
As raízes estão a crescer e a transformar-se em duas lindas árvores, que brevemente começarão a florir e a criar as suas próprias raízes. A vida é curta, uma passagem mesquinha, entre ruas e ruelas, de terra batida ou calçada, em que eu tenho que começar a dar os primeiros passos, para achar um rumo, um sentido, para deixar de andar perdida...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cruz....

Todos nós nesta passagem terrena, sentimos um peso, umas vezes mais leve outras mais pesado.
A vida para muitos é uma aventura, para outros uma longa história de amor, temos muitos que a vivem dentro de um filme de terror!!!
A vida e o modo de a viver, somos nós e mais ninguém que a molda, somos nós que escolhemos o caminho, verdejante ou seco. Temos que sentir o eu, temos que acordar e viver, parar para pensar  qual é realmente a nossa missão. Todos temos a nossa missão, só que ao não vivermos a vida, nunca descobrimos qual é, andamos a 200 e quando tentamos travar, reparamos que não temos travões.
Temos que deixar a nossa alma percorrer o nosso corpo, abraçar-nos, transferir o que de melhor temos dentro de nós, para podermos viver e ajudar os outros a viver. Temos que nos alinhar, sentir o perfume a amor, que fervilha dentro de nós à espera de sair.
Nós não carregamos nenhuma cruz, nós não fomos feitos para sofrer, somos vida, somos senhores do nosso destino, somos nós, e nós somos vida!!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Perdida...

Tenho força, tenho alma, tenho ambição, e apenas não tenho o que quero, para poder navegar no mar da minha vida. As ondas estão agitadas, e eu sem remos para me poder defender das intempéries e partir em busca dos meus sonhos.
Sou uma mulher como tantas outras, mãe, e leoa. Luto com o que tenho e com o que não tenho, e temo perder esta luta agoniante para a parte que menos queria. Não é justo ter tanta força, e ser obrigada a ficar fechada dentro de uma espécie de casulo, um casulo político criado por seres que arruinaram todos os meus sonhos.
Muitas vezes sinto que luto sozinha contra tudo e todos, mas não, sei que como eu existe milhares de mulheres, umas mães outras com vontade de o ser, e que não podem realizar o objetivo de uma vida.
Não quero deixar entrar a escuridão dentro de mim, pois sinto que sou uma pessoa colorida, uma pessoa que ama a vida e ama os outros.
Não quero ser uma folha levada pelo vento, para um monte de sofrimento e tortura, não quero ser aquilo para o qual não fui formatada!!!
Lutarei, lutarei e acredito que vencerei!!! Estou quase a bater no fundo mas...ainda não fui ao fundo. Tal como o tubarão branco, gosto de atacar de baixo para cima, e espero que ao chegar à tona, não encontre aqueles que me mandaram para baixo!

Fui rico...

Estava habituado a olhar de cima para baixo, a ter tudo, a respirar o ar que me recusava a distribuir por todos e a obrigar os outros a viver como eu queria que vivessem.
Eu era o maior o mais importante, o que dava as ordens. Gostava de sentir que todos me obedeciam, gostava de poder partir e obrigar os outros a ficarem, gostava de os pisar e repisar, para mim de nada eram importantes os seus sentimentos, as suas dores e mágoas.
Para mim nunca existiram tormentos, pensamentos tenebrosos, nuvens carregadas, pois eu era dono de tudo e de todos. O meu corpo, o meu corpo era uma escultura divina, boa demais para que alguém lhe tocasse, alguém que eu não quisesse, que eu não ordenasse!!!
Sempre tive tudo do melhor, palácios, carros de topo e era tão fácil apanhar um avião, como o comum mortal um autocarro.
Quando me perco por esses pensamentos, vejo que lá no fundo não fui nada. Todos os que sorriam para mim, lá no fundo riam-se de mim, todos os que me esticavam a mão, esperavam receber algo em troca. Não tenho mulher, não tenho filhos, não tenho nada, pois nunca tive tempo para pensar nisso. Mas...será que alguma vez tive alguma coisa???? Será que tive alguém, que fui alguém, ou simplesmente um verbo de encher??
Hoje estou aqui, ao virar da esquina, esquina que me transforma num homem invisível, numa pedra da calçada. Agradeço tudo, pois não tenho nada, até a minha sombra teima em não aparecer, devido à minha extrema magreza.
Muitas vezes me pergunto, o que é ter tudo???
Ter tudo é saber nunca colocar um fio, a separar-nos daqueles que não têm nada, é saber partilhar,  é saber apreciar os olhos de quem está próximo e desvendar os seus males, e ajudar antes dele mesmo, descobrir que precisa. Ter tudo é saber não ter nada, é viver na esquina e ser rei, é saber aceitar a migalha e partilhar com o pombo...

Eras a minha moleta...

Triste vagueio por este mundo, sempre com o pensamento em ti. Eras o meu sorriso, eras o meu ar, eras a minha moleta!!!
Vou continuar a fazer uma caminhada que prometemos fazer juntos, sem sentido nenhum.
Quem te autorizou a partir sem mim, se tudo o que prometemos foi ficar juntos para sempre, o mar deixou de ser azul, as estrelas fugiram do céu que tanto admiramos juntos, e as cores do arco-ires que iam reflectindo na tua face os melhores momentos a dois, já não existem!!!
Não posso viver sem ti, não quero viver sem ti. não tenho oxigénio, pois não te tenho a ti.
Onde me vou eu agarrar se não tenho o meu corrimão, onde vou dormir se não tenho a minha almofada????
Agarra-me e puxa-me pelos laços do meu desespero para junto de ti, e vamos voltar a ser o que sempre fomos, um, um, um , apenas isso não peço mais. Não consigo andar só, e ouvir a cada esquina o teu sorriso, não consigo andar, simplesmente não consigo andar, pois tu eras, e sempre serás a minha moleta!!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Uma criança sem Mundo...

Hoje acordei com vontade de não acordar, com vontade de não viver. Para mim o sonho não existe, é um barco sem fundo ou um rochedo nos confins da inexistência. Gostava de ter amigos e de jogar à bola, gostava de ser criança e jogar à cabra cega, ser criança e receber miminhos.
Estou perdido onde todos me vêm e ninguém me acha, sou fruto de um mundo que não quer que eu viva, os sonhos, sonhos de uma criança!!!
Trabalho de sol a sol, as minhas mãos são rugosas e frias, o meu coração apenas sei que existe porque vai batendo. Gostava de ser criança mas...sou fruto de um sistema cruel que não me protege. Sou um adulto em roupas de criança, que chora para dentro lágrimas compassadas, como que se de uma dança se trata-se.
O que me conforta é saber que graças ao meu trabalho, existem crianças, em roupas de criança, que vestem e  jogam à bola, com roupas e bolas feitas por adultos em roupas de criança como eu...