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Mostrando postagens com o rótulo Amor

Flor

Tu vês nela magia, os teus olhos ficam fixos sem desviar um milímetro!! Ela em ti, não vê o que tu querias que ela visse, não vê a magia que te move. Ela simplesmente é ela, fechada naquela beleza, saída sabe Deus de onde, ela desfila a cada passo, quebra corações a cada respiração, o seu cheiro, suave, electrizante parece ópio para os mais distraídos, faz com que te percas em sonhos bastante suados, em que o sexo é o principal elemento! Os teus lábios ficam dormentes do toque, o teu corpo não responde, a respiração fica presa. Momentos de loucura, momentos em que o tempo voa, em que tudo desaparece, momentos que querias para sempre e que ficam por mais um acordar, por mais um adeus, gostei muito, quero mais!!!!

Pequenas asas

Existem olhos que não vêm mas choram, tal como existem caminhadas de um só lugar. Tens o coração magoado e guardas essa dor só para ti, guardas as palavras, guardas os suspiros, os pensamentos ficam fechados no teu casulo! Tens vontade de gritar, mas falas baixinho, tens vontade de explodir, e apenas libertas um sorriso. A tua dor pode ser infinita, como tudo aquilo que podes alcançar, mas arranjas sempre um canto dentro de ti, onde ela possa adormecer, como adormecidos estão os teus sentidos. Caminhas sozinho, tu e a tua dor, tu e o teu olhar, tu e apenas tu... Pareces perdido no meio de um oceano de dor, tanta gente a tua volta, tanta palavra, inúmeras histórias, das quais tu apenas és mais uma vírgula. Será que algum dia, alguém vai ouvir os teus gritos, como poderão ouvir se eu grito para dentro, gosto de falar, falo como se não existisse amanhã, falo e deixo sair um sorriso forçado, para me aconchegar perto de quem está bem, como se esse alguém fosse o meu ninho num di...

Longe demais...

Chuvia, as minhas pernas cansadas ainda pendiam e tropeçavam uma nas dificuldades da outra. As pedras pareciam ter vida, os seus braços agarravam os meus pés, e cada passo era uma luta igual àquela que eu travava com os meus pensamentos. A minha vida estava mais emaranhada que a mais complexa teia de aranha, não conseguia pensar uma simples sequência de lembranças que me fizessem sorrir. A pouco e pouco alguns metros de rua iam ficando para trás. Não queria estar ali, a ser alimentada pelos sorrisos, pelas palavras vazias, pelas sequências intermináveis de palavras tolas de um parvo qualquer. Não posso esconder o sentimento forte que me prende, tento lutar para as lágrimas não caírem em trambolhões dos meus olhos que teimam em não desviar dos olhos dele. Não sei o que me prende aqui, não sei ou tento acreditar que não sei. O meu coração, sim esse tolo, que se apaixonou pelo...

Rua escura...

Não vaz por ai... A rua está escura, o chão está frio, tu estás descalça e só. Despida de qualquer sentimento, de qualquer pensamento, tento controlar a minha mente mas...em vão, caminhamos as duas por locais que desconhecemos completamente! Sinto qualquer coisa a entrar dentro de mim, enrolada nos lençóis, sinto prazer, as folhas no chão encondem ramos que me ferem os pés, não sei onde estou, sinto a tua mão a acarinhar a minha face mas, sinto o vento forte que me faz cambalear. A noite está escura e quase a chuviscar, sinto o calor no meu corpo e oiço as tuas gargalhadas, os teus cabelos, o emaranhado dos cabelos nos ramos de uma árvore que balança, numa dança irritante. Sinto a tua mão e as voltas que damos na nossa valsa. Estou aqui descalça, só, com o coração a pedir companhia, somos tantos e tão amigos, brincamos por entre as cortinas transparentes que voam com a brisa que vem do mar. Onde estou??? Para onde vamos? Sinto o calor na minha pele, oiço as ondas a bater nas ro...

Viagem...

Estava frio as folhas faziam um bailado ritmado à minha frente, eu descalço caminhava sem destino, apenas com um sentido, o de não voltar. Os pássaros brincavam com uma pequena semente de girassol, as flores acordavam para mais um dia, embelezando os canteiros com uma variedade imensa de cores, um cão brincava com o seu dono e uma pequena bola de trapos. Eu não sentia o frio pois por dentro já estava gelado, a magoa de partir, tinha abafado as últimas labaredas que habitavam dentro de mim, com os cabelos ainda emaranhados de uma noite mal dormida. Sentia o meu coração a tentar acertar uma batida que já era incerta há muito tempo, as minhas veias secavam lentamente, como secara o riacho do fundo da rua, tinha um olhar distante, e sem o brilho que reinara antes. Amigos...onde estavam eles???? Talvez no local para onde eu vou, se fosse um elefante agora caminhava para o vale da morte. Pode parecer triste, mas nunca desejei ser o ultimo, nunca pedi esse castigo a ninguém, uma menina com u...