Estava eu ali pendurada, a baloiçar ao sabor do vento, ao sabor do tempo. Estava eu ali, ou pelo menos pensava que estava pois sentir já não sentia nada, não sei se é tristeza isto que me envolve, nem sei se é dor pois tal é a dormência do meu corpo. Olho para o céu e sinto um desejo profundo de me transformar numa borboleta, e poder voar contra o sol e...simplesmente desaparecer. As nuvens dançam abraçam-me o pensamento, e fazem-me aquela cama em que eu adormecia na minha infância. Onde estou eu? Não é fácil viver sem saber onde estou, dou por mim a pensar em todos os momentos mágicos que vivi, contigo, com o João, o Manuel, a Bianca, o Francisco e tantos outros que fizeram parte da minha carapaça. Agora a minha pele está frágil, perdeu a batalha com o tempo, perdeu uma luta que travou comigo, o meu cabelo deixou de brilhar ao sol, as minhas mãos tremem os meus pés já não dançam. Após um baloiçar mais forte caí e senti uma leveza tremenda, uma calma enorme, um aconchegar ter...
Viaje através de sentimentos perdidos no seu interior...