Musicas

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Amigo(a)... Feliz 2015!!!

Amigo(a)...

Onde estás, escorrego nas minhas lágrimas, tropeço na minha tristeza. O meu coração abre brechas profundas, como a lava dos vulcões nas montanhas e tu onde andas para me amparar?
Sabes que te procuro em cada suspiro, o meu olhar varre multidões com a força de um tornado, apenas a tentar encontrar vestígios de ti. É duro, são farpas que entram dentro de mim a cada lufada de oxigénio, longe de ti! A tua amizade de tão pura e verdadeira, torna-me fraco, sinto-me como um pedaço de papel, dentro de um oceano imenso... sem ti.
Não quero estar longe de ti, quero que voltes a partilhar sorrisos, segredos, quero poder voltar a sentir o teu cheiro, o teu toque, quero que fiques longas horas apenas a olhar-me nos meus olhos.
Amo os momentos em que damos voltas a ruas sem fim, à procura daquela loja para comprar uma camisa, o cheiro do pão quente da nossa pastelaria, os legumes frescos que comprávamos no mercado.
Nada tem o mesmo sabor, o mesmo cheiro!!!
Tenho saudades de ficar a olhar o céu contigo e partilhar gargalhadas, tenho saudades dos trilhos que descobrimos  nas nossas corridas, dos longos kms de estrada, dos milhares de palavras que debitavas por minuto.
Neste novo ano que está a bater à porta, quero fazer 15 coisas marcantes contigo, sendo a primeira delas todas, o fortalecimento da nossa amizade.
E assim eu sei que te posso desejar um FELIZ ANO NOVO!!!!

Ramgi Brito
#ramgi

domingo, 2 de novembro de 2014

Sou eu...

Quero falar contigo, estás ai???
Respondes sempre a mesma coisa ao longo dos anos mas...sabes que não é, o que eu quero ouvir!!!
Eu não quero um sim diz, quero que me agarres na mão, e me digas que me amas, e depois eu digo.
Tantos anos e nem as tempestades que nos evolveram, te mostraram um pouco daquilo que eu sou.
Eu sou tu e tu devias de ser eu, já nem o meu choro rebenta essa carapaça que te envolve.
O que tenho de fazer, para te ter???
Dói viver contigo sem te ter, olha para mim, olha para os meus olhos vê o amor que existe dentro deles, vê como brilhas dentro deles.
Não quero que este brilho se apague, pois não sei se consigo viver para além dele.
Fala diz que me amas, como me dizias quando eu ainda era uma menina, uma menina cheia de sonhos, de vida!!!
Não te lembras de quando te ensinei a saltar à corda, eu sempre pensei que aquela corda, simbolizava aquilo que seria a nossa vida.
Aquele recanto no jardim junto ao riacho, onde te dei o melhor de mim, e tu me fizeste sentir mulher.
Não podemos deixar de viver enquanto estamos vivos, não podemos deixar morrer os sonhos de duas crianças.
Mas...as forças começam a falhar, quero a tua mão, dá-me a tua mão. Mostra que tens energia para lutar, ou que queres lutar.
Vamos fugir, vamos...olha como está a noite, as estrelas, a lua, este ar quente e abafado. Sente como treme o meu corpo, é teu, sou tua!!!
Não te consigo arrancar uma palavra???
Ainda me amas???
Esse sim...meu Deus!!!
Para que preciso eu de um sim arrancado a ferros, eu queria voar nos teus braços e ouvir, sim, sim, sim...
Porque insisto eu em viver um sonho, que é só meu???
Terei eu forças para partir sozinha???
Não vou ficar, não vou deixar que o brilho dos meus olhos se apague, não vou deixar de viver. Sou forte, sou uma fonte, com vontade de gerar vida!!!
Sou eu...

#ramgi

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sozinha!!!!

Apesar da noite estar quente, eu sentia o corpo a tremer com frio. Ao longe as ondas do mar dançam a sua própria melodia. Dançar como eu adoro dançar mas...tudo em mim parece preso, desgastado.
O meu coração deambula dentro de mim, sem encontrar caminho nem alguém, que o faça bater ao mesmo ritmo. Não gosto destas acelerações que as paixonetas lhe dão, num momento tenho o mundo, no outro o vazio!
Não gosto de estar só, quando tenho um coração do tamanho do mundo, cheio de tudo e de nada.
A vida está a passar por mim e eu não quero isso, quero ser eu a passar por ela.
Quero ser eu a comandar o meu destino, quero ser eu a agarrar os remos, quero ser eu a convidar quem eu quero, para entrar no meu barco.
Não gosto de usar muita roupa, sou obrigada pelo meu corpo tremulo e descoordenado.Dou por mim a dançar, os meus braços estão livres o meu cabelo envolve os meus ombros, sinto a tua presença, sinto o teu cheiro, oiço o teu sorriso alegre e feliz, sinto as tuas mãos a envolver as minhas, a tua respiração quente!!!
Como gosto de estar contigo, de sentir o teu ritmo igual ao meu mas...quando deixarei eu de sonhar, quando será que consigo sair deste sonho pesadelo, que me dá e tira tudo.
Não quero continuar a verter lágrimas de dor, adormecer embalada por desejos que me consomem, que me rasgam por dentro, que me fazem gritar de dor.
Não existe nada pior que a dor do desejo, enche-nos ao ponto de não conseguirmos respirar e depois, depois deixa-nos  um vazio tremendo, um abismo, uma ferida que não sara!!!
Abraça-me não vás, fica junto de mim para sempre.
Tu sabes que tudo em ti já faz parte de mim, que somos apenas um.
Tu sabes que temos tanta coisa em comum.
Tu sabes...
#ramgi

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pedras da calçada...

Estou aqui sentado, a noite está fria, um frio que não me é estranho.
Um frio que me acolhe, me aconchega que me deixa embriagado, num mar de sentimentos!!
Sentimentos de um passado recente, de um bando de miúdos desnorteados e embebidos em sonhos de um passado esquecido, um presente ausente e um futuro inseguro.
As pedras da calçada, aí as pedras da calçada, como eu gosto de ouvir as suas histórias, os seus lamentos, as suas alegrias. Muitas delas a transbordar em gargalhadas sentidas, outras vezes lavadas por mares de lágrimas.
Mas...eu gosto de estar aqui longe de tudo e de todos apenas com elas, amigas de uns tempos, confidentes de agora.
Cada uma delas tem um nome, Francisco, Melro, Brálio, Baião, Lena, Cláudia, Teresa, Guida, Toninho, Zeca, Manuela, Belbute...
Nenhuma delas abalou, e apesar do tempo, todas estão iguais com o mesmo sorriso e a ocupar o mesmo espaço, como eu gosto das abraçar com o olhar.
Um olhar de saudade, de desejo, de tempo que nunca mais volta.
Estão todos aqui e estão todos longe, à  distancia de um toque de um chamamento, de um grito de revolta, por o tempo ter criado esta cortina que me impede de sentir o seu cheiro, de ouvir as suas gargalhadas, de corrermos todos num turbilhão de olhares...
A noite está cada vez mais fria, e sem dó tenta rasgar esta manta de retalhos cozida por lembranças em que todos têm vontade de se aconchegar, mas estão todos tão perdidos, que um simples toque de reunir não seria suficiente para os juntar.
As ruas, as esquinas, onde tantas vezes escrevi o nome de quem derrubava as portas do meu coração. Os portões, os velhos portões, que serviam de balizas, teimam em não cair apesar das poucas ripas. Os velhos continuam velhos, e os pequenos estão crescidos. Como me lembro das birras do Carlitos, das vezes que adormeceu ao meu colo...
As vidas mudaram, as distancias aumentaram, as amizades essas foram passando a lembranças, a esquecimentos!!!!
Sinto saudades, sinto um vazio tremendo, cada vez que me lembro do sorriso da Fatinha, do olhar da Ana, do olhar por detrás das lentes da Paula Candeias, eram tantos os e as pequenas traquinas, que moravam na travessa das Morenas, na Rua das Fontes, no meu Beco da Casa Santa... tantas recordações, tantas, tantas...eu gostava de ti, tu gostavas dela, ela gostava dele e ....
Sempre vivemos rodeados por um mar de gente boa, gente com historia, pessoas com que ainda troco algumas palavras, pessoas que agora se vêm sozinhas e despojadas, de tudo aquilo a que foram habituadas, gritos e choros de crianças, agora são as minhas amigas e fieis seguidoras algumas a viver a quarta infância, os filhos...esses tal como eu partiram em busca de uma vida melhor, longe dos braços que os aconchegaram durante anos e anos.
Sinto as suas lágrimas no som das teclas e o sofrimento nas poucas palavras que escrevem. Fico feliz por escreverem, é sinal que ainda estão ai do outro lado!!!!
Vou partir novamente, adeus pedras da calçada, até um dia, até uma noite!!!!


Ramgi Brito
#ramgi

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O teu coração tremia...

Tremias...
Tremias...não sei o k tremia mais em ti, ou sei mas...retiro desse tremer constante, a tua vontade de vencer!!!
Admiro a forma como lutas contra os teus olhos, para os tentares prender, dentro de ti.
Sinto que eles querem voar para bem longe daqui, estão cheios de tudo e de nada. Recordações de papel, levadas por lágrimas quase constantes. Tens uns olhos do tamanho do mundo, que nos deram tudo a cada segundo.
E o que ficou para ti?
Sempre deixaste transparecer uma força incrível, que tem que derrubar esse muro de sofrimento que agora ergues-te à tua volta.
Usa tudo o que tens e pensa que nós estamos aqui todos a empurrar, pensa nas nossas mãos juntas às tuas, pensa nos nossos corações a amparar o teu.
Pensa que estamos aqui para transformar o teu nada em tudo, e o tudo, em ti novamente!!!
Todos choramos contigo, todos sorrimos contigo e agora, todos queremos voar nas tuas palavras fortes novamente.
Não sou nada nem sou ninguém para falar de uma dor do tamanho do mundo, sou apenas mais um que manda umas palavras para o ar, palavras essas que tentam entrar no coração de quem mais precisa.
Tal como o pólen, que voa no ar e passa de planta em planta, eu tento chegar assim a ti, a ela, a todos os que precisam delas.
Já escrevi alguns textos a pensar no teu sofrimento, e na tua pouca vontade de lutar.
Mas, agora que te vi novamente cheia de raiva, cheia de força, cheia...quero que não percas o barco.
E eu e todos os que estão à tua volta seremos os teus remos, seremos o rio ou o mar, por onde vais navegar e conseguir chegar à vida



#ramgi #JuditeDeSousa #Dor #Tremias

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Guerra...

Onde estás papá????
Mamã tenho frio...tu nunca me deixas-te com frio.
Onde estás mamã???
Será que estou dentro de mais um dos meus sonhos, que não tenho frio, e que vocês estão a olhar para mim?
Não gosto do que estou a sentir, é como se não existisse nada à minha volta.
Nem o meu ursinho está aqui, a minha bola, o lego que o pai me ajudou a construir, a casinha com que varias vezes brinquei com a mamã.
Quero acordar, não gosto deste sonho, tenho frio mamã, vem para junto de mim papá.
Não gosto de me sentir só, não gosto de ter frio, não gosto...
Mamã???
Papá???
Porque não vêm???
Basta eu respirar de uma forma um pouco diferente, e vocês aparecem logo, basta eu choramingar levemente, que os vossos olhares entram dentro do meu espaço e protegem-me!!!
Estou aqui, ou julgo estar...algures onde costumo estar. Ainda está de noite, vejo umas nuvens negras, o meu quarto está diferente, os desenhos não estão nas paredes os móveis...para onde foi tudo.
O coração que eu fiz para ti mamã, está no chão...
Tanta água espalhada, o que se passa???
Porque tardo a acordar deste sonho, porque apesar se ser noite o sol aparece mesmo por breves rasgos???
Papá quero acordar e ir contigo ao jardim!!!
Papá porque estás a dormir no chão???
Mamã acorda...
Mamã...

sábado, 9 de agosto de 2014

Sentar contigo...

Gosto de me sentar contigo e ouvir as tuas histórias...
Histórias leves como o teu pensamento, que me dizem tudo sobre o teu olhar.
As tuas rugas...tanto que falam em silêncio, os teus cabelos que começaram a dançar ainda eras um pequeno anjo, e nunca mais pararam.
As tuas mãos dois livros de encanto, suaves, meigas e sempre sedosas.
Gosto que gostes de mim.
Caminho descalço na rua, o chão está rugoso e quente, o ar está pesado, tenho sede, tenho saudades do passado.
Tenho saudades do tempo, que partilhava contigo, tudo aquilo que agora tenho saudades.
A vida, o que é a vida sem ti?
Estou a ouvir o teu sorriso, onde estás meu amor??? Estou a sentir os teus passos, onde...parecem cada vez mais distantes!!!
Agora sim ouvi, sim ouvi o meu nome, onde estás amor???
Mas...eu já nem me lembro do meu nome, como posso saber se é a mim que chamas.
Deixei de ouvir, quando deixei de ver, de comer de dormir.
Tudo sem ti é igual a nada, o nada sem ti para mim é tanto...
Este aroma, é teu...estás ai???
Não vás, encosta a tua face à minha, os teus lábios aos meus e deixa-me sentir a tua respiração.
Deixa-me viver aqueles momentos, em que passávamos longas horas a olhar o infinito, e a pensar o quão infinito era o nosso amor.
Porque me chamas e não vens para junto de mim, porque oiço as tuas lágrimas a cair junto de mim, e não sinto as tuas mãos???
Sinto o teu vestido a dançar ao vento mas...
Dói-me a garganta, estou sem forças, os meus cabelos estão longos e secos, a minha pele já não é a que conhecias.
Representa o mapa do meu sofrimento.
Vou ficar aqui, a pensar em ti aí, onde???

Nelson Ramgi Brito




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

As tuas lágrimas...

Existem rios que secam, outros que correm eternamente...
Existem dores que passam, outras que nos deixam dormentes,
Existem sorrisos, que são como as histórias ficam para sempre!!
Momentos são aqueles que vivemos com o coração, aqueles que nos preenchem por dentro e que dão valor à razão!!
Gosto de todos os momentos que passei contigo, senti em ti o meu porto de abrigo.
Grito bem alto o teu nome, mas o vento enraivecido, come todas as minhas palavras.Foste a minha lua e o meu Sol, a minha vontade de sorrir e também de amar, foste aquela estrada inacabada, coberta pelas sombras das árvores da vida, ramos de bambu que de tão espessos me separam de ti!!!
Tento chorar e nem isso consigo fazer, pois o frio congela o meu sofrimento...
Quando num pequeno rasgo de alegria penso que te estou a ver, os raios de sol transformam a minha miragem em fumaça.
Não me apetece ficar sem ti, eu não quero nem vou ficar sem ti.
Vou navegar no meu barquinho a remos, furar a neblina, pegar no sol e rasgar o frio de modo a descongelar o sofrimento. Cortar o bambu com o olhar, dar alento à vontade que tenho de te amar.
Quando te tenho nos meus braços sinto a tua energia a percorrer todo o meu corpo, e oiço sem sair uma palavra dos teus lábios, todas as mil e uma maneiras de conjugar a palavra amor.
Quero lutar para secar todas essas lágrimas que percorrem os teus olhos, nem que para isso te tenha que dar os meus, para tu saberes que são teus.
E veres que em cada lágrima tua, estava um pedacinho de mim...


Nelson Ramgi Brito


#ramgi

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Olhos de mãe...

Estou a dormitar...
Ao longe oiço pingar, um ruído estranho e que não me deixa entrar num sono profundo.
Quando me levanto, vejo que estou mergulhada nos meus próprios pingos, de sangue, de dor, de inexistência, de perda, de tudo e de nada.
Quanto mais me tento limpar, mais suja fico, como é possível sair tanta coisa de um corpo, que secou em poucos minutos...
Não quero ver, não quero ouvir, não quero sentir, não quero nada, não quero ninguém que possa ter, apenas quero o que perdi...
Onde estás???
Dá-me a tua mão, puxa-me para perto de ti.
Quero ouvir o som que ouvi pela primeira vez, quando sujo de mim te aconchegaste no meu peito, quero que chores, que grites, para eu te poder ajudar, para eu tua mãe te poder salvar.
Como???
Porquê???
Eu estive uma vida inteira alerta, e agora...tu tinhas as tuas próprias armas, que eu afiei ao longo destes anos e...
Filho, sempre te ensinei que nunca se deve desistir sem uma boa luta, sem um grito de guerra, e quando a batalha é difícil, devemos sempre ter alguém ao nosso lado. E eu estava ali, eu estava sempre ali...porquê???
Não sei se tens frio, se choras, ou se pensas em mim.
Sinto que estas perto mas onde, onde é esse perto tão distante?
Se me consegues ver, olha para os meus olhos e lembra-te do que dizias sobre eles, que eu era linda e que adoravas o meu sorriso.
Agora já não tenho nada disso, tudo secou dentro de mim!!!
Ainda me recordo das longas horas que passavas a mexer nos meus cabelos, e dizias que querias ser lindo como eu...e conseguiste.
Mas agora, estou um trapo um reflexo triste do que era, um mar de dor e de desejo que voltes.
Gosto de ir para a praia, nas poucas forças que me restam e olhar para o mar. Sentir aquele cheiro salgado que tinha a tua pele, aquele sabor a vida, sempre a chegar e nunca a partir.
Vou ter que aprender novamente a andar, a comer, e depois ao fim de algum tempo a sorrir, será que estes olhos de mãe, conseguirão um dia sorrir, espero que sim, pois o nosso passado... merece que me recorde dele com um sorriso!!!


Nelson Ramgi Brito

#OlhosdeMãe



sábado, 2 de agosto de 2014

Amo...

Amo e vivo o que não vives por não me ter, corro sem correr atrás de ti para não te perder!!!! Complico o que é simples, somente porque acordo sem viver!!!
Vivo uma vida multiplicada e judiada por somas e subtracções.
Tenho o olhar repleto do que não tenho, por isso pareço percorrer um deserto de visões, almas perdidas a vaguear numa mente distorcida, pelo desespero de uma vida que não é vivida.
A chuva envolve-me num remoinho, que me puxa para onde me queres mas eu não posso ir.
A minha vida é uma pauta musical em que eu tão depressa sou dó como fá, um fado silencioso sem retorno!!!
A minha escrita é um aglomerado de erros de acentuação e más conjugações verbais, mas...porque tenho eu de escrever direito, quando vivemos uma vida carregada de erros???
Prefiro errar a escrever, que viver a errar. Prefiro viver só sem dó, do que viver eternamente acompanhado pelo fado!!!
Não quero chegar ao cruzamento sem saber para que lado ir, nem quero ir para onde me levem. Quero ser um eu, que não foge da linha nem deixa que lha  tracem!!!!
Voar como quem vai e não volta, envolto numa batota que só faz quem joga.
Amo e vivo o que sou, sou vida, amizade, verdade.
Sou um coração que bate, bate por ti por todos, pela vida.
Uma alma perdida, para muitos que não compreendem o que é para mim a liberdade.
Uma vaidade de sentimentos despertos por aromas da viva.
Um bailado de cores em tons baços que só quem ama compreende, e consegue decifrar os enigmas aí inseridos.
Misteriosos recantos amaldiçoados, por invejas e conspirações. Mas que eu protejo religiosamente para quem amo, para quem gosto e trato com carinho.
Na palma da minha mão cabem todos aqueles que amo, todos aqueles que chamo e declamo aos 7 reinos,
bravos guerreiros da amizade, do amor, que eu simplesmente amo... 

Criança sem sonhos...



Quando olhares para mim não penses de onde venho, qual é a minha raça ou a minha religião!!! Pensa em mim como a coisa mais simples deste mundo, uma criança.
Pensa em mim como a valsa que dançaste no dia do teu casamento.
Pensa em mim e faz das minhas lágrimas as tuas!!!
Quero viver, ser feliz, ser criança.
Quero poder descobrir o Mundo, saltar nas estrelas e beber o amor que partilhas com os teus.
Não quero que o meu coração cresça de pedra, mas quero construir a minha vida, pedra a pedra.
Será pecado pedir para crescer, será que se chorar bastante as lágrimas secam e posso começar a sorrir???
Será que tens um beco no teu coração, onde me possa esconder e viver um pouco da tua felicidade???
Serei eu de outro mundo, e por isso não me permitem viver aqui???
Olhem, não sou um bicho, sou parte de vós!!!
Estou farta de chorar sangue, vida não é briga, não é luta e muito menos guerra!!!!
Será que podes estender-me a mão...
Apenas quero ver alguém a sorrir para mim, eu aprendo...

Nelson Brito

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ninho vazio...

Meu Deus faz-me acreditar que existes.
Meus Deus quero acordar e deixar de ver aquele canto, onde reinou a alegria vazio!!!
Faz-me sentir se possível o dobro da dor, mas não quero ver o meu ninho vazio, quando as palhas ainda estão tão frescas. Pedi-te tantas vezes para me levares a mim, não se faz isto, a quem tem tanto amor para dar.
Não se provoca uma dor tão grande a quem Te ama tanto, porque me estás a retirar a alma, a chama está tão fraca, que um suspiro a pode apagar. Meu Deus acorda, por favor acorda, para eu conseguir dormir...já não sei se é noite ou dia. Já não sei se choro quando riu ou se riu quando choro, perdi completamente o norte, o eu... a vida!!!
Será possível que é desta forma que Tu tratas quem te quer, quem reza por ti todas as noites???
Mesmo assim não te abandono, e vou perguntar-te nas minhas orações, qual será a minha missão neste mundo.
Sofro horrores à procura da tua luz, do teu sinal. Estou desfeita por dentro, sinto-me como um rio sem água, enlameada por dentro e por fora.
Arrancaste-me  as entranhas, deixaste-me vazia.
O meu olhar fere para quem olho, mas eu apenas quero acreditar, que a minha vida está ali à esquina.
Que o meu ninho não vai ficar vazio, pois as palhas ainda estão frescas...

Dedico este texto à minha mana Ana Maria Vilas e à minha sobrinha Mariamo Rafiq Dada, nunca deixem secar as palhas, pois os vossos ninhos...estão nos vossos corações, e nunca estão vazios. Dois anjos brincam de mão dada e olham por vós!!!

#AnaMariaVilas

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A dor...

Tristeza, dor, impotência não sei qual é a palavra que mais se adequa ao momento!!!
Uma pessoa como eu que sinto coragem suficiente para enfrentar qualquer cenário, por mais duro que seja. Sinto uma impotência tremenda, rodeado por seis crianças uma delas o meu filhote, doentes!!! Uma dúzia de país com o coração nas mãos, e vários técnicos homens e mulheres, que cuidam das asas dos nossos anjos!!!
Sou agente da PSP, uma profissão que adoro pois da-me a possibilidade de poder ajudar os outros. Mas...quando me vejo numa situação como esta, fico completamente desarmado.
Todos os anjinhos gritam pelas suas mães, mesmo com elas deitadas junto deles.
Mãe, palavra mais rica do dicionário,  não percebo um mundo onde tão mal se trata quem assegura a continuidade desse mesmo mundo!!!! O que será preciso para patrões, chefes, políticos lhes darem o devido lugar que elas merecem??? Mais uma criança grita mãe, e a mãe apesar de destruída por dentro a pensar se amanhã ainda terá emprego, diz com uma calma que me gela. Estou aqui bebé, dorme!!!!
Não me obriguem a viver num mundo, sem corações meigos como estes corações de mãe.
É uma coisa que não se aprende na escola, mas devia, como amar a nossa mãe e a dos outros. Só damos valor às coisas quando as amamos, e existe tanta falta de amor neste mundo!!! Desde que sou pai que aprendi uma coisa, as mães não dormem descansam. Estão sempre num grau de prontidão tremendo, muitos furos acima de qualquer força especial!!! Mãe amo-te...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Conversa a 2 com luz...

Por aqui???
Hoje fui eu apanhado de surpresa, gostas do que estou a ouvir, Adele - Live at itunes Festival London 2011?
Não costumo falar durante o dia, sou uma espécie de morcego das palavras apenas à noite elas emitem os seus sinais, e eu deixo os meus sentidos flutuar!!
Não, não vás, a luz do dia não vai ofuscar os nossos olhares, nós não podemos permitir isso.
Durante o dia os meus rituais são um pouco diferentes, café??? Tenho uns bolinhos de côco.
Vamos juntos folhear os nossos olhares em busca de algumas palavras, para nos sentarmos nelas e partirmos em busca das estrelas que agora lá não estão.
O teu olhar...sorri, e o meu coração chora. Estranho, sim um pouco.
Chora por te fazer sorrir, um choro de conquista de viagem temporal, se não conhecesse bem aquele que me faz acordar todos os dias, diria que estava apaixonado.
O sentimento é muito parecido ao das conquistas, e eu sinto que juntos conquistamos esse sorriso.
Gostas dos bolinhos??? Comprei porque me fizeram lembrar o tom da tua pele, os pedacinhos de côco as tuas primeiras lágrimas.
Durante o dia nunca pensei que viesses, mas fico feliz por partilhar a luz contigo, o brilho dos teus olhos é diferente, e mostram mais um pouco. Mostram que também amas, que viajas sozinha e hoje nos encontramos por aqui.
Será que estamos a sonhar, será que não estás aqui??? Estarei eu no teu sonho ou tu no meu???
Que dizes??? Não estamos a sonhar, afinal tu falas!!
É bom ouvir as tuas palavras, nos meus pensamentos tentava encontrar uma voz que encaixasse no teu olhar, nos teus movimentos.
Obrigado eu também gosto muito de côco, e contigo aqui fica ainda mais especial o sabor.
Voltaste para me mostrares o teu tom e eu fico muito feliz, assim podemos partilhar melhor os aromas das palavras. Logo à noite vou ficar sentado nas nossas estrelas ou vais aparecer???
Não vás ainda não bebes-te o café, o bolo de côco... não gostas????
Não me disseste o teu nome...

Conversa a 2 depois do primeiro suspiro...

Sabia que vinhas, hoje escolhi eu o chá, frutos vermelhos gostas? Sempre com um pouco de mel, gosto do mel porque ele funciona para as palavras como a teia de aranha para os insectos. Que achas, será hoje que trocamos as primeiras palavras???
Hoje estou a ouvir Corey Harris, a primeira encaixa bem na nossa conversa" You Got to move". Achas estranho ter mudado do piano para a viola? Por acaso até eu achei um pouco estranho, mas acho que é pela voz do Corey. Sabes que certas pessoas quando cantam o tom da sua voz, alimenta a outras. As cordas também me prendem um pouco, o puxar das cordas, como eu puxo pelas tuas palavras, o deslizar dos dedos fazem lembrar-me dos nossos passos de dança.
Os teus olhos estão um pouco mais abertos hoje, e noto que já colocaste um pouco de creme nos teus lábios. Estamos a começar a viver no mesmo espaço, e a sentir os mesmos aromas. Sabes que isso é muito bom para quem estava fechada dentro de si há poucas horas, sentia em cada inspiração tua um medo profundo de ser a última. Mas... não te preocupes estou aqui para respirar contigo, nunca mais vais estar só.
Bebe mais um pouco de chá e prova estes bolinhos com canela, cuidado ainda estão quentes. Gosto de sentir dentro de mim esta explosão de sabores, dos frutos vermelhos, da canela e do mel.
As palavras não fogem muito a isso, entrelaçam-se e rodopiam dentro de nós, esperando atingir os outros com a melodia desejada, Sei que adoras palavras, sons e também sei que te achas bela, pois a forma como passas as mãos pelo cabelo enquanto falamos, mostra o carinho com que te cuidas.
Será que hoje nasceram lágrimas nos teus olhos, ou pela primeira vez em tanto tempo, conseguiram ficar retidas no pensamento da nossa última noite??? Foi uma noite bastante agradável, um pouco silenciosa mas eu senti que os nossos olhos falaram, falaram, mas guardam em segredo.
Já viste como está a lua? Grande, linda e silenciosa talvez devessemos aprender alguma coisa com ela, será que vais ser como ela, voltar todos os dias em silêncio?
Acho que já me estou a habituar, mas ao mesmo tempo que gosto de estar contigo, também começo a ter alguns receios, hoje vieste meio minuto mais tarde e dei por mim a contar os segundos.
Porque estás descalça??? Fazes-me lembrar uma amiga bailarina, que adorava dançar descalça sobre folhas de plátano. Não acho que seja estranho, eu gosto de chá!!!
Olha pela janela e conta as estrelas da mais clara para a direita, quando chegares à sétima estrela pára, as duas seguintes somos nós, assim quando eu não estiver aqui, estou ali. Acho que assim nunca estaremos sós.
Foi bom ver que escolhi bem a musica, pois os teus dedos ainda não pararam de marcar o ritmo, estás mais calma?? Vejo que apesar de um longo dia de trabalho, hoje estás mais leve.
Voltas amanhã???

domingo, 13 de julho de 2014

Conversa a 2...

Olá estás triste???
Não posso ver os teus olhos, nem sentir a tua respiração mas...a forma como passas e repassas tudo o que consegues ver, diz-me que apenas estás aqui porque não consegues estar onde querias. Estás só apesar de teres companhia na divisão ao lado, precisas de falar de gritar e não o fazes. Não o fazes porque estás fechada dentro de ti, como um pequeno armário e o pior, é que procuras diariamente a chave e não a encontras.
Vai fazer um chá, para mim pode ser de limão com mel, se não tiveres não faz mal, tráz um copo de água.
Agora senta-te e olha para os meus olhos, eles não vão a nenhum lado sem os teus e podes começar a falar.
Eu sei que não é fácil, pois não nos conhecemos de lado nenhum. Mas eu sei que tens estado desse lado, sei que os meus textos te fazem chorar, sei que pensas que eu sofro, pela maneira como as minhas palavras se unem em textos um pouco tristes mas não, muitas das vezes estou a pensar em ti e no teu sofrimento.
Perguntas como é possível???
Para mim basta fechar os olhos e viajar, viajo e encontro pessoas como tu. Não te esgotes sozinha, bebe mais um pouco do nosso chá e ao beberes sente o mel. Pode parecer uma coisa simples, mas não, neste mundo nada é simples, por isso estás aqui comigo. Abre as portas do teu coração, e diz-me porque te machucas tanto, porque mordes tanta vez esse lábio em vez de lhe colocar creme, porque choras quando devias de sorrir. Estou aqui...não vou a nenhum lado enquanto as palavras não começarem a sair da tua boca, um suspiro, em poucos minutos de conversa e já te consegui arrancar um suspiro.
Estou feliz a minha viagem não foi em vão, vejo que continuas a olhar para mim, o que também não é mau sinal. Estou a ver  um leve sorriso a querer sair, não o prendas ou ele pode ficar escondido eternamente.
As tuas mãos parecem dançar, o que dançam sabes dizer-me? Não pode ser uma melodia muito rápida pois, os teus pés estão presos. Inspira fundo, solta os ombros, o cabelo já está solto, agora mexe suavemente os dedos dos pés, levanta o calcanhar e deixas os joelhos ajudarem a marcar o ritmo mexe as ancas suavemente e imagina que estas a ouvir o mesmo que eu " 90 Minute Piano music Playlist-Background instrumental Music- Sean Beeson, agora sim tudo está mais fácil.
Imagina quem está a tocar e o gosto que tem pela sua melodia, imagina que és tu, e o gosto que podes ter por viver a tua vida.
Agarra a chave, sim não digas que não pois tu sempre soubeste onde ela estava, pois passaste metade da tua vida a olhar para ela. Agora dança a musica da tua vida e viaja nas teclas do piano, e sorri pois tens um sorriso maravilhosamente belo.
Hoje não te consegui arrancar uma palavra, mas vou estar aqui, nem que seja para mais um suspiro, e não vou esquecer estes passos de dança, de uma musica que passa a ser nossa.
Adeus

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Recomeço...

Estava eu ali pendurada, a baloiçar ao sabor do vento, ao sabor do tempo.
Estava eu ali, ou pelo menos pensava que estava pois sentir já não sentia nada, não sei se é tristeza isto que me envolve, nem sei se é dor pois tal é a dormência do meu corpo.
Olho para o céu e sinto um desejo profundo de me transformar numa borboleta, e poder voar contra o sol e...simplesmente desaparecer. As nuvens dançam  abraçam-me o pensamento, e fazem-me aquela cama em que eu adormecia na minha infância.
Onde estou eu? Não é fácil viver sem saber onde estou, dou por mim a pensar em todos os momentos mágicos que vivi, contigo, com o João, o Manuel, a Bianca, o Francisco e tantos outros que fizeram parte da minha carapaça.
Agora a minha pele está frágil, perdeu a batalha com o tempo, perdeu uma luta que travou comigo, o meu cabelo deixou de brilhar ao sol, as minhas mãos tremem os meus pés já não dançam.
Após um baloiçar mais forte caí e senti uma leveza tremenda, uma calma enorme, um aconchegar terno e carinhoso, como aquele que a minha mãe me dava enrolada no seu xaile. Senti que esta queda me levantou e que ali estava eu pronta para acordar para a vida, para os meus sonhos, para o João, o Manuel, a Bianca, o Francisco para todos mas, em especial para mim.
O meu cabelo começou a brilhar, as minhas mãos deixaram de tremer, e eu comecei a dançar, a viver.
Agora sou uma borboleta e quero voar, voar para a vida...

Amizade ll...

Existem coisas que não se misturam tipo o azeite e a agua, outras que brincam eternamente ás escondidas como é o caso da lua e do sol, também temos as que se abraçam eternamente , os rios e o mar!!!
Existe pessoas que conseguem contrariar as leis da física, e fazer coisas que até então se julgavam impossíveis, a essas pessoas chamamos amigos.
Conseguem estar mesmo não estando, conseguem ser a nossa lua e o nosso sol ao mesmo tempo, conseguem abraçar-nos eternamente, e serem o nosso rio e o nosso mar.
Na minha opinião a madrinha da magia é a amizade, pois mesmo de olhos bem abertos conseguimos ser sempre surpreendidos!! Podia ficar uma vida a falar de magia, de amizade ou de amizade, magia, pois é ai que está a chave do segredo, é por isso que nos sentimos sufocados quando perdemos um amigo.
Eu já senti isso tal como tu que estas a ler, o ar saiu dos nossos pulmões, as palavras fugiram, os nossos olhos ficaram fundos, vazios. Demos por nós a caminhar numa gruta sem fundo, sem luz, sem vida.
Amizade... eu sei que és como eu, que muitas vezes tens dificuldade em dar o passo seguinte com medo de a vires a perder, ou então tratas tudo e todos por amigo, para retirares o verdadeiro significado da palavra.
Eu sei que tens um coração doce como o meu, que de tão doce que é se torna frágil. Um coração frágil facilmente é destruído, por isso faz como eu, não retires significado a essa palavra tão bela.
As armas dos amigos são sempre as mais afiadas, as palavras com a maior das facilidades se transformam em punhais, o olhar em chamas e o mais leve dos empurrões na maior das tempestades.
É por isso que eu te estimo, é por isso que eu, ao longo de uma conversa te trato tantas vezes por amigo, para que sintas que eu estou ali para tudo,e que não te peço nada...

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Coração...

Parti numa barcarola em busca do que perdi, o mar estava revolto tanto como os meus pensamentos. Anoiteceu e eu coberta por uma capa de sal a mesma capa que escondia os meus tormentos, que me separava daqueles que gostam de mim tal como eu gosto deles mas... 
Eu não consigo afastar estas ondas enormes que me cobrem, o sol tenta romper e eu continuo fechada no meio da neblina, onde andas, onde te escondes-te, eu quero voltar mas não o consigo voltar sem ti. Eu quero romper esta capa de sal, mas não tenho forças, preciso de um sinal de um som, de...já nem chorar consigo estou seca estou derrubada, como uma árvore que levou com os ventos de norte uma vida inteira. Como posso eu regressar se tu eras o meu norte, não existe vida sem um norte. Como posso eu viver sem vida, sem a luz dos teus olhos, aparece trepando estas ondas. Dou tudo por um adeus, pois nem isso me deste, dou tudo pelas nossas brigas, pelas longas horas que ficavas ausente. Dou tudo por pouco, que é mais que nada!!!!
Dou comigo a fazer jogos a dois que tu querias fazer e que eu não achava graça, a dar longos passeios junto ao rio que antes te dizia que não gostava!!! Foi uma vida cheia de respostas negativas, de lágrimas sem sentido, que eu agora quero libertar e já não as tenho.
Não sei se foi uma vida, pois eu não te deixei viver eu não vivi. Tinha o meu coração preso a um tipo de amor que só eu vivia, tu vivias como um pássaro numa gaiola que queria gritar mas, para não me magoares cantavas de noite e de dia.
Ate na partida, acordei contigo frio a meu lado, tinhas um sorriso lindo nos lábios e no papel que estava junto a ti, uma única palavra... vive!!!!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O nosso degrau...

O rio secou as flores murcharam, a chuva essa não, não pára e não deixa de inundar os meus olhos que teimam em fechar-se para viver todos os momentos, todos os momentos que eu esperava não reviver mas sim viver.
Não sei qual o motivo que leva o meu coração a bater, os meus lábios quando teimam em tentar sorrir tremem, tremem, tremem tanto num bailado a dois, sem ritmo sem sequência, sem vontade. Não quero a noite, não quero a esperança não quero nada quero-te apenas a ti, ouvir o teu sorriso as tuas histórias, sentir o teu cheiro que teima em partir. Esta chuva, esta maldita chuva que não me abandona, que teima em regar uma flor que está tão seca que nenhuma água deste mundo poderia fazer mudar o seu rumo.
Volta estou aqui naquele degrau em que tantas vezes te dei colo, naquele degrau no qual fiquei a primeira vez que foste para a escola, naquele degrau em que te vi chegar com a primeira grande paixão.
Vou ficar aqui, tu sabes isso tu sempre soubeste isso, que ingrata é esta passagem quando quem devia de passar devagar passa a andar passa a correr. Não vou tentar levantar-me pois nem as minhas pernas deixavam, nem eu quero. Quero ouvir aqueles sapatos de sola que entoavam a rua, e me diziam que tu ai vinhas e que voltavas a saltar para o meu... para o teu colo!!!
Como é possível alguém partir sem dizer um adeus, sem ouvir um amo-te, sem deixar o seu cheiro...

sábado, 28 de junho de 2014

Amizade...

Pssst estou aqui...
Aqui olha para mim, não quero nada de ti apenas o aconchego do teu olhar e um leve suspiro a ternura, nunca te abandonei estive sempre aqui, fui a tua sombra, quando a tua cabeça fervilhava com os teus problemas, fui o teu sol quando tremias com medo de avançar, fui o teu rio que te levou rumo às tuas conquistas, sou aquilo que sempre quis ser a tua manta de amizade!!!
Olha para mim, deixa os meus olhos serem o farol que te guia nas tuas tormentas, sente o meu calor e adormece nos meus braços.
Não saio daqui, podes partir e voltar e aqui estarei à tua espera, aqui te receberei de braços abertos. Serei o que sempre quiseste que eu fosse, mas nunca tiveste coragem de dizer, mas...o que te leva é o que te devia de fazer voltar.
Hoje chove ao longe oiço as gaivotas, as ondas do mar de braços abertos a receber cada gota que cai rumo ao desconhecido. E tu que pendes e não cais, apenas pelo medo de seres amparado, e voltares a ser aquele a quem eu prometi tudo, a quem prometi ser, aquilo que nunca estarás pronto para receber, uma amizade eterna...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Esperança...

Acordar, viver, sentir, polir o nosso dia à dia como se de uma esmeralda se tratasse. O seu verde guia-nos, num mar de sentimentos de revolta, de mágoa, de fim de linha.
Uma linha frágil que nos separa de tudo o que queremos, a batida nos nossos corações acompanha a nossa respiração, não sabemos quando eles se voltam a cruzar, ou simplesmente se voltam.
 Hoje acordei num hotel de cinco estrelas, por baixo um rio repleto de folhas de plátano, nas traseiras um lindo jardim, coberto por uma longa aba de mil cores. No meu pensamento estavam todos aqueles mendigos, que dormem no chão, nas suas caixas de papelão. Como será o seu acordar, como serão os seus sonhos, se é que têm sonhos, desejos todos temos, independentemente da nossa classe social, do local onde dormimos, do local onde acordamos.
Eu viajo pelo mundo, um mundo que é meu, com as minhas alegrias e os meus desejos!!!
Quero tudo, pois para mim o que tenho não me chega, mas depois penso nos homens e mulheres de papelão, e choro, choro lágrimas de sangue, pois elas não vêm dos meus olhos mas sim do meu coração.
Quando acordo junto do mar vermelho, penso que sou rico, penso que sou eu, ou o que fui... a esperança nunca me abandonou, mesmo dormindo no banco de um jardim!!!!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Amor...

Amor...
Porquê eu??? Porquê nós???
Quando te conheci até tinhas dificuldade em dizer o meu nome, chamavas-me flor, princesa, doce... e agora, que se passa???
Será que eu mudei assim tanto, para deixar de ser, tudo o que tu vias em mim???
Será que o sabor dos meus lábios, que tu dizias, serem doces como chocolate, perderam o sabor???
Quando choravas a agradecer a família que juntos tínhamos construído, quando olhavas com delicadeza, e pegavas com carinho nos nossos bebés, as noites em que juntos sonhávamos saltitar de estrela em estrela. As nossas longas noites de cinema, o jardim bem perto da nossa casa, no qual partilhámos tantos segredos, os nossos passeios no lago, em que eu teimava em adormecer nos teus braços, encantada pelo brilho da lua.
Será que machuquei o teu coração, ao ponto de ele se transformar em pedra, será que não fui artesã suficiente para moldar o barro, que fiz eu??? Será culpa dos meus temperos, terei eu abusado do sal, e retirado o doce que habitava em ti???
Eu aceito tudo, não vás, eu sei que fui eu a causadora de tanto mal, eu sei que sou a pedra no teu sapato, que te impede de caminhar, fica comigo, eu sei que não fizeste por mal, eu sei que me amas, eu sei, amanhã é um novo dia, vamos acordar e ser nós novamente.
Amor???
Não fiques assim, eu sei que a culpa não é tua, fui eu que caí...
Não estejas triste, amanhã já não se nota...
Sim eu sei que sou tudo para ti, e que apenas me querias agarrar...
Fui eu...
Fui eu...
Não vás, eu sei que continuo a ser a tua flor, apenas tenho menos algumas pétalas...
Não estou a respirar, não estou a respirar...
Amor...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Noite...

Ausência de luz, calor, ruído, um turbilhão de pensamentos de sonhos. O início e o fim, da saída de uma redoma de vidro, em busca de uma energia que não pode ser vivida. A partida da fase terrena, para um espaço neutro nosso, e de todos.
Calor, gritos, gemidos, o realizar de uma aventura pensada ao longo de um dia, que teimava em não acabar!!!
O encontro de dois corpos, presentes e ausentes em pensamentos loucos, que a imaginação liberta, e os braços, as pernas, os cabelos, a língua...teimam em agarrar. Um afogar em suor, em lágrimas de prazer, suspiros, segredos que nunca podem ser revelados, loucura, controlada pelo olhar fixo que não a deixa passar da primeira para a segunda fase!!!! Mistura de jogos, de brincadeiras, mais ou menos obscuras, aromas, que fazem a pele ganhar uma textura rugosa, mais gritos, menos gritos, segredos, suspiros, uma névoa de fumo que envolve um espaço apertado, grande demais para o que é ocupado, a noite, teima em acabar quando ambos teimam em que ela dure, a noite, a noite...

domingo, 8 de junho de 2014

Viagem...

Estava frio as folhas faziam um bailado ritmado à minha frente, eu descalço caminhava sem destino, apenas com um sentido, o de não voltar. Os pássaros brincavam com uma pequena semente de girassol, as flores acordavam para mais um dia, embelezando os canteiros com uma variedade imensa de cores, um cão brincava com o seu dono e uma pequena bola de trapos. Eu não sentia o frio pois por dentro já estava gelado, a magoa de partir, tinha abafado as últimas labaredas que habitavam dentro de mim, com os cabelos ainda emaranhados de uma noite mal dormida. Sentia o meu coração a tentar acertar uma batida que já era incerta há muito tempo, as minhas veias secavam lentamente, como secara o riacho do fundo da rua, tinha um olhar distante, e sem o brilho que reinara antes.
Amigos...onde estavam eles???? Talvez no local para onde eu vou, se fosse um elefante agora caminhava para o vale da morte. Pode parecer triste, mas nunca desejei ser o ultimo, nunca pedi esse castigo a ninguém, uma menina com um vestidinho cor de rosa sorriu, o sol apareceu, a caminhada parecia mais fácil, mas não, era aquela caminhada, a da despedida.
Queria passar em todos os locais que me roubaram sorrisos, onde troquei abraços, onde recebi carinhos.
As minhas rugas, escondiam anos de histórias de vivências, em cada uma delas estava um amigo, que o meu corpo gélido, teimava em aquecer. Mas como pode alguém aquecer outro, quando ele próprio já não tem chama...
Já não sentia as pedras espalhadas no chão, os vidros do candeeiro, nada. Como posso eu estar tão despojado de sentimentos, como posso eu ficar, se tudo o que tinha já partiu...

Refém de mim...

Sinto-me um pouco perdida, os sentimentos atropelam-se dentro de mim. A vida seca como um rio, os sonhos vão passando, como uma leve brisa, eu, estou aqui a pensar onde hei-de estar, não sei se estou mesmo a pensar ou a sonhar que penso.
Não é fácil desmultiplicar o que não é multiplicável, não é fácil fazer equações quando não temos elementos para lá colocar.
Apenas sei que esta vida não é a que quero viver, amo quem me rodeia mais que a mim própria, alimento-me para preencher o vazio que existe dentro de mim. Dou por mim a pensar no significado da palavra vazio, e vejo que estou rodeada de vida que não vivo, de sonhos que anseiam ser vividos comigo.
Roubo tempo ao tempo mas, o tempo não para, e faz com que não aproveite, as pequenas brechas de alegria que ele me dá.
As raízes estão a crescer e a transformar-se em duas lindas árvores, que brevemente começarão a florir e a criar as suas próprias raízes. A vida é curta, uma passagem mesquinha, entre ruas e ruelas, de terra batida ou calçada, em que eu tenho que começar a dar os primeiros passos, para achar um rumo, um sentido, para deixar de andar perdida...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cruz....

Todos nós nesta passagem terrena, sentimos um peso, umas vezes mais leve outras mais pesado.
A vida para muitos é uma aventura, para outros uma longa história de amor, temos muitos que a vivem dentro de um filme de terror!!!
A vida e o modo de a viver, somos nós e mais ninguém que a molda, somos nós que escolhemos o caminho, verdejante ou seco. Temos que sentir o eu, temos que acordar e viver, parar para pensar  qual é realmente a nossa missão. Todos temos a nossa missão, só que ao não vivermos a vida, nunca descobrimos qual é, andamos a 200 e quando tentamos travar, reparamos que não temos travões.
Temos que deixar a nossa alma percorrer o nosso corpo, abraçar-nos, transferir o que de melhor temos dentro de nós, para podermos viver e ajudar os outros a viver. Temos que nos alinhar, sentir o perfume a amor, que fervilha dentro de nós à espera de sair.
Nós não carregamos nenhuma cruz, nós não fomos feitos para sofrer, somos vida, somos senhores do nosso destino, somos nós, e nós somos vida!!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Perdida...

Tenho força, tenho alma, tenho ambição, e apenas não tenho o que quero, para poder navegar no mar da minha vida. As ondas estão agitadas, e eu sem remos para me poder defender das intempéries e partir em busca dos meus sonhos.
Sou uma mulher como tantas outras, mãe, e leoa. Luto com o que tenho e com o que não tenho, e temo perder esta luta agoniante para a parte que menos queria. Não é justo ter tanta força, e ser obrigada a ficar fechada dentro de uma espécie de casulo, um casulo político criado por seres que arruinaram todos os meus sonhos.
Muitas vezes sinto que luto sozinha contra tudo e todos, mas não, sei que como eu existe milhares de mulheres, umas mães outras com vontade de o ser, e que não podem realizar o objetivo de uma vida.
Não quero deixar entrar a escuridão dentro de mim, pois sinto que sou uma pessoa colorida, uma pessoa que ama a vida e ama os outros.
Não quero ser uma folha levada pelo vento, para um monte de sofrimento e tortura, não quero ser aquilo para o qual não fui formatada!!!
Lutarei, lutarei e acredito que vencerei!!! Estou quase a bater no fundo mas...ainda não fui ao fundo. Tal como o tubarão branco, gosto de atacar de baixo para cima, e espero que ao chegar à tona, não encontre aqueles que me mandaram para baixo!

Fui rico...

Estava habituado a olhar de cima para baixo, a ter tudo, a respirar o ar que me recusava a distribuir por todos e a obrigar os outros a viver como eu queria que vivessem.
Eu era o maior o mais importante, o que dava as ordens. Gostava de sentir que todos me obedeciam, gostava de poder partir e obrigar os outros a ficarem, gostava de os pisar e repisar, para mim de nada eram importantes os seus sentimentos, as suas dores e mágoas.
Para mim nunca existiram tormentos, pensamentos tenebrosos, nuvens carregadas, pois eu era dono de tudo e de todos. O meu corpo, o meu corpo era uma escultura divina, boa demais para que alguém lhe tocasse, alguém que eu não quisesse, que eu não ordenasse!!!
Sempre tive tudo do melhor, palácios, carros de topo e era tão fácil apanhar um avião, como o comum mortal um autocarro.
Quando me perco por esses pensamentos, vejo que lá no fundo não fui nada. Todos os que sorriam para mim, lá no fundo riam-se de mim, todos os que me esticavam a mão, esperavam receber algo em troca. Não tenho mulher, não tenho filhos, não tenho nada, pois nunca tive tempo para pensar nisso. Mas...será que alguma vez tive alguma coisa???? Será que tive alguém, que fui alguém, ou simplesmente um verbo de encher??
Hoje estou aqui, ao virar da esquina, esquina que me transforma num homem invisível, numa pedra da calçada. Agradeço tudo, pois não tenho nada, até a minha sombra teima em não aparecer, devido à minha extrema magreza.
Muitas vezes me pergunto, o que é ter tudo???
Ter tudo é saber nunca colocar um fio, a separar-nos daqueles que não têm nada, é saber partilhar,  é saber apreciar os olhos de quem está próximo e desvendar os seus males, e ajudar antes dele mesmo, descobrir que precisa. Ter tudo é saber não ter nada, é viver na esquina e ser rei, é saber aceitar a migalha e partilhar com o pombo...

Eras a minha moleta...

Triste vagueio por este mundo, sempre com o pensamento em ti. Eras o meu sorriso, eras o meu ar, eras a minha moleta!!!
Vou continuar a fazer uma caminhada que prometemos fazer juntos, sem sentido nenhum.
Quem te autorizou a partir sem mim, se tudo o que prometemos foi ficar juntos para sempre, o mar deixou de ser azul, as estrelas fugiram do céu que tanto admiramos juntos, e as cores do arco-ires que iam reflectindo na tua face os melhores momentos a dois, já não existem!!!
Não posso viver sem ti, não quero viver sem ti. não tenho oxigénio, pois não te tenho a ti.
Onde me vou eu agarrar se não tenho o meu corrimão, onde vou dormir se não tenho a minha almofada????
Agarra-me e puxa-me pelos laços do meu desespero para junto de ti, e vamos voltar a ser o que sempre fomos, um, um, um , apenas isso não peço mais. Não consigo andar só, e ouvir a cada esquina o teu sorriso, não consigo andar, simplesmente não consigo andar, pois tu eras, e sempre serás a minha moleta!!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Uma criança sem Mundo...

Hoje acordei com vontade de não acordar, com vontade de não viver. Para mim o sonho não existe, é um barco sem fundo ou um rochedo nos confins da inexistência. Gostava de ter amigos e de jogar à bola, gostava de ser criança e jogar à cabra cega, ser criança e receber miminhos.
Estou perdido onde todos me vêm e ninguém me acha, sou fruto de um mundo que não quer que eu viva, os sonhos, sonhos de uma criança!!!
Trabalho de sol a sol, as minhas mãos são rugosas e frias, o meu coração apenas sei que existe porque vai batendo. Gostava de ser criança mas...sou fruto de um sistema cruel que não me protege. Sou um adulto em roupas de criança, que chora para dentro lágrimas compassadas, como que se de uma dança se trata-se.
O que me conforta é saber que graças ao meu trabalho, existem crianças, em roupas de criança, que vestem e  jogam à bola, com roupas e bolas feitas por adultos em roupas de criança como eu...